A Faculdades EST compartilha com você uma experiência de celebração da páscoa: O tríduo pascal. O tríduo pascal é celebrado na instituição já há alguns anos. A comissão de organização e celebração, coordenada pelo Prof. Dr. Júlio Cézar Adam e pela Professora Ms. Marie Krahn, juntamente com as equipes de liturgia da EST, trazem aqui um pouco da história do tríduo e desta vivência na Faculdade de Teologia. Neste ano, está sendo compartilhado também as liturgias especialmente preparadas pelos professores/as e estudantes de teologia.
Todas e todos são convidados e convidadas para participarem das celebrações da semana santa nos dias 9, 10, 11 e 12 no Morro do Espelho.
Liturgia Quinta-feira Santa
Liturgia Sexta-feira Santa
Liturgia Sábado e Domingo
Breve Histórico do Tríduo Pascal
A páscoa é a principal festa da Igreja. Ela foi por muito tempo a única festa dos cristãos. Na páscoa os cristãos/as cristãs celebram a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Para celebrar a páscoa as comunidades cristãs moldaram no século IV uma celebração que durava três dias. Esta celebração chamamos tríduo pascal.
A expressão tríduo pascal significa, exatamente, três dias. Ou seja, as comunidades celebravam na quinta-feira da paixão, na sexta-feira santa e no sábado à noite culminando na grande esta da ressurreição,no domingo da páscoa.
Cada uma das celebrações tem características bem próprias. O conjunto dos três dias forma a celebração da páscoa. O culto da quinta-feira da paixão é mais do que uma recordação da última ceia de Jesus com seus discípulos. Este culto tematiza o que Jesus disse e fez na últimas horas de vida. Como a visualização do mandamento do amor, neste culto é dramatizado no rito do lava pés e celebra-se a eucaristia, recordando a última ceia do Senhor.
O culto da Sexta-feira da Paixão, também chamado culto das trevas, está marcado pela reflexão na morte violenta que sofreu o Senhor. É um dia de meditação, de luto e jejum. Neste culto a igreja é desnudada de seus paramentos e símbolos. As luzes são apagadas. A cruz e a cora de espinhos são introduzidas no culto. É um culto na escuridão e com muito espaço para o silencio.
A vigília pascal é o ponto alto do tríduo pascal. Ela reúne o maior número de elementos, de gestos, símbolos, sendo também a mais longa das três celebrações. Ao todo a vigília se divide em quatro partes: a liturgia da luz, a liturgia da palavra, a liturgia do batismo e a liturgia da eucaristia.
O tríduo pascal proporciona, sem dúvida, uma re-apropriação da essência da fé cristã, a páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo. A melhor forma de fazer esta re-apropriação é celebrando o tríduo pascal e vivenciando assim a grande passagem de Jesus Cristo da morte para vida.
História do Tríduo na Faculdades EST
O Tríduo começou a ser celebrado na sua íntegra na Faculdades EST – a então Escola Superior de Teologia – em 1999, com o objetivo de oportunizar aos e às estudantes que não podiam ir para casa para a Páscoa, uma celebração significativa da Páscoa. Pastor Ricardo Wangen, então professor de aconselhamento pastoral na EST, reuniu um grupo de estudantes e outras pessoas interessadas para elaborarem as liturgias dos quatro cultos – quinta-feira santa- culto do lava pés, sexta feira santa – culto das trevas (culto tenebrae), sábado de aleluia e domingo da ressurreição – usando como base liturgias da antiga American Lutheran Church, que hoje é a Evangelical Lutheran Church in America – ELCA. O pastor Wangen era obreiro fraternal (missionário) desta igreja. O grupo ajudou na tradução e na adaptação destas liturgias para o contexto brasileiro e depois se dividiu em equipes para coordenar os cultos de cada dia.
Assim nasceu esta prática na EST que perdura até hoje. Em 2000 e 2001 o grupo de estudantes da disciplina de culto cristão e liturgia, que também é responsável pela instalação da Capelinha Bet Tefilah – casa de oração na EST- assumiu a organização do Tríduo. Atualmente o Tríduo é organizado por estudantes em diferentes etapas de seus estudos na EST e por alguns/algumas professores/as.
Estimulada por toda esta experiência e incentivada pelo seu orientador, Dr. Nelson Kirst, a agora Dra. Sissi Georg, então doutoranda, começou a pesquisar mais profundamente as origens e o desenvolvimento do Tríduo, inclusive resgatando liturgias dos cultos. Esta pesquisa foi compilada num livro – Tríduo Pascal –publicado em 2001 pelo Centro de Recursos Litúrgicos da EST, que inclui a história das origens do Tríduo, algumas liturgias, hinos e outra informação pertinente para ser um subsídio para as comunidades da IECLB. Hoje já vemos o fruto desta experiência e pesquisa, pois várias comunidades da IECLB já estão celebrando o Tríduo completo. Esta experiência é um rico exemplo de como a prática alimenta a teoria e esta depois volta a alimentar a prática. Nosso desejo é que esta prática ajude a resgatar a centralidade da Páscoa na vida de culto das nossas comunidades, pois a paixão, morte e ressurreição de Cristo é, de fato, a base central do cristianismo.
PROGRAMAÇÃO DO TRÍDUO PASCAL NA FACULDADES EST
Quinta-Feira da Paixão (09/04/09)
Celebração eucarística com lava-pés
Salão Nobre da EST, 19h30min
Duração: cerca de 1h30min
Sexta-Feira da Paixão (10/04/09)
Ofício das trevas
Salão Nobre da EST, 19h30min
Duração: cerca de 1 hora.
Vigília Pascal (11-12/04/09)
Sábado de Aleluia
Início na frente do prédio novo da EST, 22h até 23h
Vigília
Salão Nobre da EST, 23h até 05h30min
Culto de Páscoa
Na frente do prédio novo e na capela da EST, 05h30min até 7h30min
O culto encerra com uma confraternização. Traga algo para comer ou beber para compartilhar na mesa comunitária.
Equipe que celebrará o Tríduo Pascal em 2009:
Prof. Pastor Dr. Júlio Cézar Adams, Prof. Pastor Ms. Allan Ervin Krahn, Profa. Ms. Marie Ann Wangen Krahn, Benito Konflanz, Pamela Milbratz, Érica Modes Mendes, Maíze Katiane Dhein, Gislaini Rodrigues, Andréia Woiand, Sinara Grellmann, Raquel Weidlich, Lenira Kloss, Pablo Fernando Domer, Edno Maxwilwocr, Evandro Elias, André Kosloski, André Luis Belard, Valmiré Martin Littig, Jaime José Ruthmann, Angela Dutra Lopes Meyer, Everton Luiz Knaul, Zélia Teixeira. MÚSICA: Evandro Elias, Edno Maxwilwocr, Jaqueline de Jesus, Érica Mendes, Mariana Meyer, Valmiré Litting, Adriel Raach, Vanderlei Hüther, André Belard.