Afinal, o que é ser flexível? Todos e todas nós sabemos que é importante nos adaptarmos aos diferentes contextos, que devemos adotar posturas maleáveis para nos ajustarmos às situações e ideias tão diversificadas com que nos deparamos no dia a dia.
Mesmo assim, frequentemente nos perguntamos por que mesmo precisamos ceder? Também nos confrontamos com o desconforto que muitas vezes isso gera, pois, quando defendemos o nosso ponto de vista, é porque temos convicção acerca dele. Então, por que abrir mão?
Na IECLB, essa competência é definida como: Capacidade para adaptar-se a diferentes contextos e situações, sem perder de vista os resultados a serem alcançados e o comprometimento com a vocação e o exercício do Ministério.
Para dar conta da competência Flexibilidade, é preciso investir no autoconhecimento e ter ciência das implicações da vocação e do exercício ministerial. Fazer uma leitura adequada do contexto, ter abertura para o diálogo, dispor-se a buscar alternativas e a negociar são características relevantes. Da mesma forma, é importante demonstrar receptividade ao novo, ter tolerância, perseverança e comprometimento.
Todos esses requisitos apontam para uma direção: a compreensão das demandas das pessoas e do contexto onde elas se inserem. Podemos pressupor, a partir disso, que são as necessidades das outras pessoas e do ambiente como um todo que justificam o desenvolvimento dessa competência. A principal motivação para uma postura flexível deve ser, na verdade, qualificar-se para ir ao encontro daquilo que as pessoas precisam, de forma a garantir relações justas, saudáveis e equilibradas.
Pessoas flexíveis não são aquelas que cedem nem as que se deixam influenciar. Antes disso, são aquelas que reconhecem as necessidades das pessoas com quem convivem e são capazes de ponderar e conciliar com as suas próprias necessidades.
Cat. Dra. Haidi Drebes | Secretária da Habilitação ao Ministério
Psic. Leila Klin | Psicóloga Organizacional