Comenta-se que o casamento é algo do passado. Pessoas que mantêm uma relação estável, sólida e fiel são ridicularizadas. Vejo a busca por uma relação amorosa como desejo comum entre nós. Esposa parceira, conciliadora, sensata, hospitaleira, pacificadora e, acima de tudo, temente a Deus, é presente que cada indivíduo almeja. Aqui, a recíproca é verdadeira. A Bíblia ensina que, quando um dos parceiros tropeça, o outro suporta àquele que se desequilibrou o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade (Eclesiastes 4.12).
Esposas cristãs investem na relação com o parceiro, alegram-se com as suas conquistas e ombreiam as dificuldades juntos. Ora, a vivência da cumplicidade é algo valioso. Num casamento, os cônjuges são os dois cordões que se entrelaçam com um terceiro que pode reforçar a relação: o amor. O amor vem de Deus e é mais do que um sentimento. Ele é a estabilidade que oportuniza os cônjuges a aceitarem-se tal como são. Ele promove a paz e a renovação diária de espaço para que o outro se desenvolva e seja feliz. O amor que brota de Deus confia e perdoa sempre de novo.
Você se alegra com presença do parceiro? Há brilho e encanto na sua relação? Talvez nós mulheres devêssemos nos ocupar mais em polirmos a nossa relação conjugal do que em só tirar o pó dos móveis da nossa casa. Agindo assim, constataremos que a nossa relação matrimonial voltou a brilhar, e isso com mais intensidade. Redescobriremos a beleza da relação que estava coberta pelo pó do rancor, do mal-entendido, da discórdia, da infidelidade…
Para refletir, leia Salmo 128.3
Diácona Valmi Ione Becker
Fonte: Jornal Evangélico Luterano, no.704, março, 2008