Ah como eu queria que em nossos dias o amor fosse o maior…
Do que adianta saber o que ele é capaz de fazer
Se eu não permito que ele seja o que precisa para transformar o meu viver?
Onde o amor impera, não haverá guerra…
Onde o amor toca, contagia e cura.
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O amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo e sabe viver sem segredo… O amor verdadeiro é aquele que sabe que Deus nos amou primeiro! |
Quebra barreiras do preconceito, pois dá lugar ao respeito.
Onde o amor não tem espaço, como fazer para dar um abraço?
Onde o amor não tem lugar, o que haverá de imperar?
Temos muitos exemplos em nossos tempos
Do que acontece quando o amor adormece
O preconceito cresce e a intolerância prevalece…
Os crimes acontecem…
Em nome de um amor doente, tem muita gente
Que sofre e padece
Em nome de um modelo de amor, dito correto, existe quem pense que pode agredir e ferir…
Amor é amor…
Nasça ele onde for
Ele acalma e afasta a dor.
Por que tem quem pense que alguns jeitos de amar são doença?
Não consigo entender porque não acolher quem precisa viver
Um amor não convencional… de um jeito fora do ‘normal’
Afinal, quem sou eu para dizer que amor só tem um jeito de ser?
Existem jeitos de ser família onde o amor mora…
Também existem aquelas onde, há muito tempo, ele já foi embora…
Tem família tradicional e tem família nada convencional.
Afinal, como posso dizer onde o amor vai viver?
O que posso afirmar é que todo mundo tem o direito de amar…
Seja como for…
Ainda que eu realmente não entenda ou compreenda
O amor tem os seus mistérios…
O meu critério é respeitar…
É acolher… é não julgar… é deixar você amar.
Oro para que, na Igreja, possamos viver plenamente o amor genuíno que Jesus ensinou…
Amor que vê além das aparências e é maior que as nossas crenças.
Deus permita que impere em nós a capacidade de soltar…
As pedras que carregamos pensando que nós temos o direito de alguém apedrejar.
Deixa o amor entrar e bagunçar a sua mente
Para que possa ser um crente que saiba amar e respeitar…
O amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo e sabe viver sem segredo…
O amor verdadeiro, verdadeiro mesmo, é aquele que sabe que Deus nos amou primeiro!
Para refletir, leia 1João 4.18-21
Pa. Argéli Katiusa Karsburg | Ministra na Paróquia em Limeira/SP
Família: somos tudo farinha do mesmo saco!
Falar que uma pessoa está ‘velha’ parece palavrão! Para contornar a situação, criou-se o eufemismo ‘melhor idade’. Diante da longevidade cada vez maior, fala-se em quarta idade, assunto debatido no 9o Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia, realizado em novembro de 2015.
Levando-se em conta as ponderações do Congresso de Geriatria, deveríamos classificar a pessoa idosa como sendo da quarta ou quinta idade (infância, adolescência, vida adulta, pessoa idosa e velhice). Quem classifica o ciclo de vida em três ‘idades’, no mínimo, esquece as crianças.
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Podemos fazer da idade que temos a melhor delas, curtindo dentro dos nossos limites. Importa que não nos acomodemos, pois tarefas não faltam! |
Em pauta, estão a quarta e a quinta idade. São as pessoas aposentadas, descompromissadas de cumprir horários de trabalho, que curtem netos, bisnetos e usufruem do merecido período sabático. São as pessoas da ‘melhor idade’.
É, de fato, a melhor idade para aquelas que têm saúde e um ‘pé de meia’ para viajar e curtir. Estou motivando pessoas para participarem de um tour pela Alemanha, em comemoração aos 500 anos da Reforma. O que mais ouço é: ‘Saúde eu tenho, mas preciso pensar com o bolso…’.
Envelhecer não precisa ser motivo de choro e lamúria, de lamentar os ‘bons tempos’, a ‘aurora da minha vida. A minha infância querida. Que os anos não trazem mais’ (Casemiro de Abreu).
Podemos fazer da idade que temos, a primeira, a segunda, a terceira, respectivamente, a quarta ou quinta, a melhor delas, curtindo dentro dos nossos limites. Importa que não nos acomodemos, que nos sintamos pessoas úteis e produtivas. Tarefas não faltam!
A nossa Comunidade, religiosa ou civil, ficará grata se nos dispusermos a contribuir com a experiência que colhemos com o passar dos anos. Importante é manter-se em atividade, física e intelectualmente. Segundo um Médico que me viu cortando grama na frente de casa, ‘mão que pega em picareta, não pega em bengala’. Um Pastor aposentado confidenciou-me que, para manterse intelectualmente ativo, elabora uma prédica por semana, mesmo que não a leve ao púlpito.
Como fica a ‘família intergeracional? Como interagimos com filhos e netos? Ilustro com dois exemplos: 1) um pai ficou extremamente irritado quando o seu filho resolveu um problema na Internet que ele próprio não conseguiu resolver; 2) o nosso neto, mais versado em informática que a minha esposa e eu, ensinava-nos ‘um lance’ no computador. Durante o processo, saiu-se com esta: ‘Engraçado… Eu ensinando os meus avós’. A minha reação: ‘Um dia, você vai aprender com o seu neto’.
Por família intergeracional, entendo uma reciprocidade: nós aprendendo com filhos e netos. Filhos e netos aprendem com pais e avós. Simples assim: somos ‘farinha do mesmo saco’ e precisamos uns dos outros!
Para refletir, leia 2Timóteo 3.14-17
P. em. Darci Drehmer | Pastor Capelão Militar Reformado