Não fez mais que a sua obrigação! Quantas vezes ouvimos isso quando alguém fez algo que lhe foi solicitado ou é da sua responsabilidade?
No dia a dia, temos facilidade em apontar falhas, falhas, inclusive, que não comprometeriam o conjunto. Entretanto, temos muita dificuldade em elogiar e perceber os vários momentos em que as tarefas são bem desempenhadas. Tem gente que pensa que elogios podem fazer com que a pessoa se torne ‘convencida’ e ‘acomodada’. Infelizmente, muitas pessoas que estão na função de liderança (mas não somente essas) acreditam que, para mostrar ‘autoridade’, precisam evidenciar os erros, punir. Ocorre que, em várias dessas situações, quando se olha o resultado da ação, os acertos foram maiores, as aprendizagens foram significativas e o final foi muito bom. É lamentável que aquilo que era um detalhe, mas foi extremamente potencializado, cegue os nossos olhos e não permita ver o resultado final como satisfatório.
Situações como essas estão espalhadas nos mais diversos setores da sociedade e na Igreja não é diferente. Se algo sai errado, se alguém cometeu um equívoco, o que se escuta são murmúrios, reclamações e, pior, poucas vezes a busca conjunta por solução! É mais fácil apontar o dedo e reclamar… Quando isso ocorre, abrimos espaço para que o desânimo, a fofoca e o desentendimento entrem e se fortaleçam. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminado (1Co 10.10).
Pensando na nossa atividade profissional, na nossa Comunidade, na nossa família, na relação com colegas, irmãos e irmãs de fé, familiares em geral: há quanto tempo temos reclamado mais e agradecido menos? O que seria mais justo e produtivo: reconhecer e agradecer pelos acertos ou apontar os erros? Eu optaria pela primeira! Afinal, a gratidão é basilar para que sejamos mais felizes e ela nos impulsiona a ter uma visão mais otimista da vida. Então, vamos nos permitir mudar o modo como vemos o mundo, como tratamos as pessoas, como agimos, pensamos e sentimos? Vamos, cada vez mais, encher-nos do Espírito, dar graças por tudo ao nosso Deus e Pai e sujeitar-nos uns aos outros no temor de Cristo (Ef 5.18-21).
Necessitamos andar na contramão desse lado ‘resmungão’ da vida e precisamos nos desarmar, reconhecendo o que foi bom, mesmo que isso seja da obrigação da pessoa a quem foi delegada a tarefa. No reconhecimento e na gratidão de um trabalho realizado, temos possibilidades de uma vida mais leve, mais humana, mais fraterna. A maior beneficiada nessa história toda é a pessoa que agradece. Vamos nos beneficiar disso? Vamos nos proporcionar uma vida mais bela, reconhecendo e agradecendo?
Dediquem-se à oração, estejam alerta e sejam agradecidos (Colossenses 4.2).