Atualmente, é impossível imaginar que a tecnologia esteja ausente na educação cristã. Embora o debate divida opiniões, temos que admitir que as novas gerações aprendem cada vez mais cedo a lidar com os dispositivos móveis e já interagem com aplicativos específicos educacionais. Frente a isso, a Igreja não pode agir diferente. Ela precisa ir ao encontro do contemporâneo, oportunizando, desde cedo, que as crianças aprendam de uma forma didática e divertida os primeiros passos na fé.
Pesquisas mostram que a Internet, os tablets, os computadores, os aplicativos e outras plataformas podem ser usadas pelo Orientador, pela Orientadora para estimular a imaginação das crianças e amparar o seu trabalho. Jogos divertidos, histórias, mensagens, cantos e intercâmbios digitais são alguns dos exemplos. ‘Aprender brincando’ tem um efeito muito interessante, porque, desde já, as crianças convivem com a mensagem de fé e amor que Cristo deixou. O que não pode é trabalhar contra esta realidade. Não devemos ter medo de aceitar as mudanças que estão ocorrendo.
Também nos encontros de iniciativas, como Missão Criança, Culto Infantil e Juventude Evangélica são necessárias novas ferramentas para atrair a atenção destas novas gerações.
A Internet está aí para aproximar! Por que não interagir com grupos de outras Comunidades da IECLB ou até de todo o mundo? Não estou propondo o fim dos intercâmbios presenciais, mas também podem ser usados aplicativos que possibilitem, por exemplo, uma palestra ou debate entre Confirmandos e Confirmandas de Blumenau/SC, Espigão do Oeste/RO e Munique, na Alemanha! Por que não?! Dificilmente este encontro aconteceria pessoalmente, mas a Internet proporciona isso! Vamos, então, usá-la a nosso favor.
É fato que nem toda a tecnologia é tão fácil de acessar e também que, às vezes, o custo termina se tornando alto. Muitos locais de encontros e celebrações não têm acesso à Internet… Entretanto, é preciso colocar este assunto em pauta! É urgente que se tenha ousadia para começar a investir nesta área.
O mesmo vale para a formação de quem educa. Não é um trabalho fácil, mas de nada adianta ter os melhores dispositivos e aplicativos do mundo se os recursos tecnológicos não são explorados. Além de discutirmos a tecnologia que as diferentes gerações podem e vão absorver daqui para frente, é preciso discutir como capacitar as lideranças para tornar a Comunidade digitalmente missionária, atrativa e inclusiva.
Jorn. Tobias Mathies | Assessor de Comunicação do Sínodo Vale do Itajaí e Coordenador de Comunicação na Comunidade de Blumenau/SC