Talvez, muitas pessoas estejam perplexas com as revelações feitas pelo Jurista e Magistrado brasileiro Luiz Edson Fachin, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em contrapartida, Políticos e Magistrados são da opinião que a Operação Lava Jato tenha ido longe demais. As delações dos donos da empresa Odebrecht, bem como dos seus funcionários foram mais ‘democráticas’, mesmo que muitas precisem ser provadas. Enquanto a Operação deveria ser seletiva, permitindo que corruptos se escondessem na corrupção dos outros, as portas foram escancaradas e o lamaçal veio para fora… e falta muito ainda!
Diante de tantas suspeitas e revelações de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, há muita decepção. Não falta quem se escandalize com o que foi relevado. Outros tantos caem em si ao ver que o Brasil que conheciam nunca foi tão bonito assim. Talvez tivessem uma avaliação equivocada de que somos melhores que, de fato, somos. É como aquele pai e ou aquela mãe que não conhece bem o seu filho ou sua filha. Quando descobre as suas falcatruas, cai em si ou faz de conta que nada viu, tornandose uma pessoa hipócrita.
Diante de tal quadro, o mais fácil é responsabilizar os Políticos e a própria política e esquecer os vínculos perversos entre estes e Empresários. Dia desses, o Taxista que me levou para o aeroporto afirmou a sua verdade: só sabemos quem é o ser humano quando este ocupa um cargo político. Discordando dele, disse que a política e a religião permitem revelar os tesouros ocultos dos seres humanos, bem como as suas maldades.
Nem sempre sabemos quem somos. Precisamos nos revelar em dois sentidos: como pessoas que caem em tentação e que buscam o perdão. Contudo, as nossas confissões de pecados são muito intimistas e liberais. Como diz um personagem da literatura brasileira: precisamos nos acusar de pecadores em público.
Estamos, pois, vivendo tempos de revelação do que estava oculto. Vivemos o apocalipse não como tragédia, mas com esperança. Enfim, é tempo de alegria e não de apreensão ou de desânimo.
Disse Jesus aos hipócritas do seu tempo: Nada há encoberto que não venha a ser revelado e oculto que não venha a ser conhecido, porque tudo o que dissestes às escuras será ouvido em plena luz e o que dissestes aos ouvidos no interior da casa será proclamado nos eirados (Lc 12.2-3).
Logo, nestes tempos benditos de revelação, estamos, no mínimo, deixando de ser hipócritas.