Cada um, cada uma de nós já foi chamado, chamada para um trabalho em equipe e olhou com ‘cara feia’ para isso. Seja pelas tarefas distribuídas de forma desigual, pelas pessoas que se esquivam da responsabilidade ou, ainda, pelas ideias divergentes, o fato é que muitas vezes evitamos o trabalho em equipe para fugir de estresse e conflitos. Parece mais fácil trabalhar sozinho, sozinha.
Mesmo assim, é sabido que a atividade ministerial pressupõe o trabalho em equipe. Na IECLB, essa competência é descrita como: a capacidade para desenvolver ações compartilhadas em prol de resultados comuns. Capacita para respeitar e valorizar a diversidade de dons e buscar a complementaridade. Desenvolver essa competência implica integrar os diferentes grupos e se adequar às regras estabelecidas, valorizar aquilo que as outras pessoas são capazes de realizar, administrar conflitos, dar e receber feedback .
Na teoria, é muito coerente e justo, mas, na prática, é mais difícil que parece. Para trabalhar em equipe, precisamos conhecer profundamente as nossas próprias potencialidades e limitações, ter clareza dos pontos em que podemos contribuir para os resultados coletivos e onde estão as nossas dificuldades e os aspectos nos quais precisamos de complementaridade. O grupo, ao mesmo tempo em que aproveita o nosso potencial, também evidencia as nossas fraquezas.
Trabalhar em equipe pressupõe desenvolver tolerância, capacidade de escuta, resiliência e efetivo compromisso com a causa da Igreja, relegando a um segundo plano as nossas vaidades, os interesses e propósitos pessoais. Em essência, significa compreender que o processo é tão importante quanto o resultado.
É essencial exercitar a capacidade de comunicação e negociação, aprendendo a ouvir ativamente e a reconhecer as potencialidades das outras pessoas. Administrar conflitos e tensões faz parte da vida ministerial e não deve ser encarado como algo problemático ou eventual, mas, sim, como uma oportunidade de aprendizado, amadurecimento e fortalecimento das condições individuais para buscar os resultados coletivos.
Cat. Dra. Haidi Drebes | Secretária da Habilitação ao Ministério
Psic. Leila Klin | Psicóloga Organizacional